O Brasil passou da marca de 1 milhão de carros eletrificados em circulação em setembro de 2026, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Boa parte desse avanço veio de marcas chinesas como BYD, GWM, Geely e GAC, que trouxeram modelos com preço próximo ao de um carro a combustão bem equipado.
Quem comprou um BYD Dolphin Mini, um Geely EX2 ou um GWM Ora 03 costuma ter duas surpresas na hora de cotar o seguro para carro elétrico: o valor do seguro tende a ser mais alto e a franquia passa a ser uma conta que pesa no orçamento. Neste guia, explicamos por que isso acontece, quanto custa segurar os elétricos mais vendidos do país e como combinar um seguro auto bem montado com o LDF (Livre de Franquia) para rodar com mais tranquilidade.
Resposta rápida
O seguro para carro elétrico costuma custar mais porque a bateria de alta tensão, os sensores e as peças importadas encarecem os reparos. Como a franquia é cobrada a cada sinistro de perda parcial, ela vira um gasto relevante para quem tem um elétrico. O LDF (Livre de Franquia), seguro desenhado pela FBN e garantido pela SURA, reembolsa à vista, em até 7 dias, a franquia de colisão paga à seguradora, até o limite do plano, com planos a partir de R$ 41,90 por mês. Com a orientação de uma corretora, dá para ajustar coberturas e franquia e equilibrar preço e proteção.
O avanço dos carros elétricos e chineses no Brasil
O carro elétrico deixou de ser novidade nas ruas brasileiras. Em agosto de 2026, os eletrificados responderam por 21,8% das vendas de veículos leves, e os modelos 100% elétricos bateram recorde mensal, com 27.166 emplacamentos. Em setembro, a frota de eletrificados chegou a 1 milhão de unidades.
Esse crescimento tem sotaque chinês. Nos quatro primeiros meses de 2026, as marcas da China somaram cerca de 15% de todos os emplacamentos de veículos leves no país, e especialistas projetam uma fatia entre 25% e 30% até 2030. Além de BYD e GWM (com as linhas Haval e Ora), já operam por aqui Geely, GAC, Leapmotor, MG, Omoda & Jaecoo, Zeekr e Caoa Changan, entre outras.
Entre os 100% elétricos, o líder absoluto é o BYD Dolphin Mini, com 9.385 emplacamentos só em setembro de 2026, segundo a JATO Dynamics. Na sequência aparecem o BYD Dolphin, o Geely EX2 e o GAC Aion UT. Nos rankings do ano também figuram Chevrolet Spark EUV, Leapmotor C10, GWM Ora 03, Volvo EX30, MG4 e BYD Yuan Pro.
Mais carros nas ruas significam mais dados para as seguradoras, o que já começa a aproximar o preço do seguro de um elétrico do preço de um carro a combustão. Ainda assim, o elétrico tem particularidades que continuam pesando no cálculo.
Por que o seguro de carro elétrico é mais caro?
O seguro de um carro elétrico costuma ser mais caro porque o custo médio de reparo é maior. A seguradora precifica o risco olhando quanto custaria consertar ou repor o veículo, e no elétrico alguns componentes têm valor alto, dependem de importação e exigem mão de obra especializada. Os principais fatores são estes:
A bateria é o componente mais caro do carro
Nos elétricos, o protagonismo do custo é da bateria de tração, que pode representar de 30% a 50% do valor total do veículo. Quando uma colisão atinge o invólucro da bateria, alguns fabricantes não autorizam o reparo parcial das células e exigem a troca do conjunto inteiro por questões de segurança.
Sensores, câmeras e recalibração
Modelos como Dolphin, EX2 e Aion UT vêm com sistemas de assistência ao motorista (ADAS) que dependem de radares e câmeras no para-choque, no para-brisa e nos retrovisores. Uma batida simples pode danificar vários desses itens, que precisam ser trocados e recalibrados.
Peças importadas e oficinas especializadas
Boa parte das peças ainda vem de fora, e reparos no sistema de alta tensão pedem profissionais capacitados e equipamentos específicos. Essa estrutura ainda está concentrada em capitais e grandes centros, o que eleva o custo da hora técnica e o prazo do conserto.
Histórico de sinistros em formação
As seguradoras trabalham com estatística. Como muitas marcas e modelos chegaram há pouco tempo, o histórico de sinistros ainda está sendo construído, e isso faz algumas companhias trabalharem com margens de segurança maiores.
A boa notícia é que a diferença vem caindo. Um levantamento de 2026 mostrou o BYD Dolphin GS, de R$ 149.990, com seguro cotado em R$ 5.133,20 por ano, apenas R$ 292,30 acima de um modelo a combustão usado na comparação. Por isso, o preço final depende muito do modelo, do seu perfil e de como a apólice é montada.
Quanto custa o seguro dos elétricos mais vendidos em 2026?
Os valores abaixo são médias de referência publicadas por portais especializados em 2026. Eles ajudam a ter uma ideia de grandeza, mas o seu preço real depende de CEP, idade, histórico, garagem, uso do carro, coberturas e seguradora.
| Modelo | Preço de referência | Seguro médio anual (referência) |
|---|---|---|
| BYD Dolphin Mini | a partir de R$ 119.990 | R$ 4.897 |
| Geely EX2 Pro | R$ 123.800 | R$ 3.861 |
| BYD Dolphin GS | R$ 149.990 | R$ 5.133 |
Fontes: Garagem360 e Despachante DOK (2026). Valores sujeitos a alteração e que não substituem uma cotação personalizada.
Repare que dois carros de preço parecido, como o Dolphin Mini e o EX2, podem ter uma diferença de cerca de mil reais por ano no seguro. Para modelos como GWM Ora 03, GAC Aion UT, Chevrolet Spark EUV, Volvo EX30, BYD Yuan Pro e Leapmotor C10, a variação entre seguradoras também é grande, e só uma cotação comparada mostra o melhor cenário para o seu caso.
Por que a franquia vira um problema no carro elétrico?
A franquia é o valor que você paga do próprio bolso quando aciona o seguro em um sinistro de perda parcial, como uma batida que danifica parte do carro. Na maioria das apólices, ela não é cobrada quando há indenização integral (perda total). No carro elétrico, três situações deixam essa conta mais pesada.
Reparos pequenos que passam do valor da franquia
Em um carro comum, um para-choque amassado muitas vezes custa menos que a franquia, e o dono prefere pagar o conserto sem acionar o seguro. No elétrico, o mesmo para-choque pode esconder um radar, sensores de estacionamento e um farol com tecnologia embarcada. O orçamento sobe, passa do valor da franquia e você acaba acionando o seguro, pagando a franquia a cada ocorrência.
A estratégia de aumentar a franquia para baratear o seguro
Uma forma conhecida de reduzir o preço do seguro é escolher uma franquia majorada, mais alta que a padrão. Funciona para o prêmio, mas deixa você mais exposto: no dia do sinistro, o desembolso será maior justamente em um carro com reparos caros.
A dúvida da perda total
Casos de elétricos que deram perda total após danos aparentemente leves no assoalho, como relatos envolvendo o Renault Kwid E-Tech, ganharam espaço na imprensa. A Comissão de Auto da FenSeg reforça que uma colisão leve não significa, automaticamente, perda total: cada caso é analisado pelo dano real e pelo custo do reparo em relação ao valor do veículo. Por isso, conhecer bem as regras da sua apólice antes de precisar dela faz toda a diferença.
Exemplo ilustrativo (valores hipotéticos)
Imagine um SUV elétrico com franquia de R$ 9.200. Uma batida na dianteira danifica o para-choque, o radar do controle de cruzeiro adaptativo e um farol. O orçamento da oficina fica em R$ 20.000. A seguradora paga R$ 10.800 e você paga os R$ 9.200 da franquia, uma despesa que não estava no planejamento do mês.
Se você já passou por uma batida, vale rever também o nosso guia sobre o que fazer após bater o carro.
O que é o LDF (Livre de Franquia) e como ele funciona?
O LDF (Livre de Franquia) é um seguro complementar, desenhado pela FBN e garantido pela SURA, que reembolsa a franquia de colisão que você paga à seguradora, até o limite do plano contratado. Ele funciona junto com o seu seguro auto, vale para pessoas físicas com apólice ativa em qualquer seguradora do mercado e protege o seu caixa justamente no momento em que o imprevisto acontece.
Na prática, o caminho é simples:
- Você contrata o LDF 100% online, no plano com limite compatível com a sua franquia. Não há análise de perfil do motorista, e a carência é de apenas 5 dias.
- Acontece uma colisão e você aciona o seu seguro auto normalmente.
- Você paga a franquia à oficina, à vista ou parcelado, e envia a documentação ao LDF.
- O LDF devolve à vista, em até 7 dias, o valor da franquia que você pagou, até o limite do plano.
Planos e valores do LDF
| Plano | Reembolso de franquia até | Mensalidade |
|---|---|---|
| Essencial | R$ 4.000 | R$ 41,90 |
| Conforto (o mais escolhido) | R$ 6.000 | R$ 60,90 |
| Premium | R$ 8.000 | R$ 80,90 |
| Exclusivo | R$ 10.000 | R$ 99,90 |
Valores publicados em outubro de 2026 em livredefranquia.com.br. Consulte as condições atualizadas antes de contratar.
Todos os planos incluem ainda indenização de R$ 20 mil à família em caso de morte acidental, participação em sorteios mensais de R$ 10 mil pela Loteria Federal e a possibilidade de estender a proteção, mediante autorização, aos outros veículos segurados no seu CPF, inclusive motos. O LDF pode ser acionado até duas vezes por ano, respeitando o limite do plano. Os acionamentos não são cumulativos: cada um reembolsa apenas a franquia paga naquele sinistro.
Como o LDF funciona no exemplo
Voltando ao SUV elétrico com franquia de R$ 9.200: o motorista tem o plano Exclusivo do LDF, com reembolso de até R$ 10.000. Ele paga os R$ 9.200 da franquia diretamente à oficina e pode parcelar esse valor. Depois de enviar a documentação, o LDF reembolsa 100% da franquia, ou seja, R$ 9.200 à vista, em até 7 dias.
O reembolso corresponde sempre ao valor da franquia efetivamente paga. O limite de R$ 10.000 é o teto do plano: a diferença de R$ 800 não é paga ao segurado nem fica acumulada para um próximo acionamento.
O que o LDF não cobre
Para usar o produto com segurança, vale conhecer os limites. O LDF cobre somente a franquia de colisão, sem reembolso para franquias de roubo, furto ou danos a terceiros. Ele é exclusivo para veículos de uso pessoal, não vale para quem dirige por aplicativo como Uber ou 99, não substitui o seguro auto e não cobre danos que fiquem abaixo do valor da franquia, já que nesses casos o seguro nem chega a ser acionado.
Quero conhecer os planos do LDF
Seguro auto e LDF: a combinação que equilibra preço e proteção
O LDF abre uma possibilidade interessante para quem tem carro elétrico. Como a franquia passa a ter reembolso, você pode avaliar com a corretora se faz sentido escolher uma franquia diferente da padrão para reduzir o valor anual do seguro, sem ficar exposto a um desembolso grande no dia do sinistro.
Essa conta precisa ser feita caso a caso. É preciso comparar a economia no prêmio do seguro com o custo anual do plano LDF, que vai de cerca de R$ 500 (Essencial) a R$ 1.200 (Exclusivo), e conferir se o limite de reembolso cobre a franquia escolhida. É exatamente essa análise que a FBN faz junto com você, com cotações nas principais seguradoras do mercado. Mostramos uma lógica parecida no artigo sobre o seguro do Corolla Cross, que também tem versões eletrificadas.
Checklist: o que conferir na apólice do seu carro elétrico
Antes de fechar o seguro do seu BYD, GWM, Geely, GAC ou de qualquer outro elétrico, vale confirmar estes pontos:
- Como a apólice trata a bateria de tração em caso de colisão, alagamento e incêndio.
- Os critérios de perda total e o percentual da Tabela FIPE usado na indenização.
- Se existem oficinas habilitadas para sistemas de alta tensão perto de você.
- Se a assistência 24h inclui reboque até um ponto de recarga e atendimento em pane por falta de carga.
- Se o cabo de recarga e o carregador portátil têm cobertura.
- O valor da franquia e se existe franquia diferenciada para algum componente.
- A cobertura para danos a terceiros, que você entende melhor no nosso guia sobre o que é RCFV.
- Qual plano do LDF, de R$ 4 mil a R$ 10 mil de reembolso, cobre a franquia escolhida.
Como a FBN ajuda quem tem carro elétrico
A FBN atua no mercado de seguros desde 1996, atende mais de 1.200 empresas e mais de 10 mil clientes pessoa física e está presente em 22 estados. É especialista em veículos premium e blindados, foi reconhecida como Empresa Amiga da Oficina pelo Sindirepa e é parceira de entidades como ABLA e AMMA, o que nos dá uma visão próxima de quem repara, aluga e cuida de veículos todos os dias.
Para quem tem ou vai comprar um carro elétrico, o trabalho começa antes do sinistro. Analisamos o seu perfil e o modelo do carro, comparamos as principais seguradoras, ajudamos a escolher as coberturas que realmente importam para um elétrico e mostramos quando o LDF faz sentido para o seu bolso. E continuamos ao seu lado depois da contratação, acompanhando renovações e todo o processo de sinistro junto à seguradora. A ideia é simples: você aproveita a economia e a tecnologia do carro elétrico com previsibilidade e tranquilidade. Se preferir, comece pelo estudo de seguro auto da FBN.
Faça seu estudo de seguro auto com a FBN
Tem oficina, loja automotiva ou atende donos de elétricos? Pelo FBN Monetiza, empresas do setor podem oferecer o LDF à própria base de clientes e gerar receita recorrente. Entenda o modelo no artigo FBN Monetiza: a revolução da distribuição de seguros.
Perguntas frequentes sobre seguro para carro elétrico
Seguro de carro elétrico é mais caro que o de carro a combustão?
Na maioria dos casos, sim, mas a diferença vem diminuindo. O custo da bateria, dos sensores e das peças importadas eleva o valor médio dos reparos. Com mais elétricos nas ruas, as seguradoras ganharam dados e alguns modelos já têm seguro próximo ao de carros a combustão de valor parecido.
O seguro cobre a bateria do carro elétrico?
Na cobertura compreensiva, danos à bateria causados por colisão, incêndio ou alagamento costumam estar incluídos, mas as regras variam entre seguradoras. Defeitos e desgaste natural ficam com a garantia do fabricante. Vale conferir as condições gerais da apólice antes de contratar.
Quanto custa o seguro do BYD Dolphin Mini em 2026?
Levantamentos publicados em 2026 apontam média de R$ 4.897 por ano para o BYD Dolphin Mini. O valor real depende do seu perfil, do CEP, das coberturas escolhidas e da franquia.
Batida leve pode dar perda total em carro elétrico?
Pode acontecer quando o dano atinge a bateria e o custo do reparo fica muito alto em relação ao valor do carro. Mas uma colisão leve não significa perda total automaticamente: cada caso é avaliado pelo dano constatado e pelas condições da apólice.
O que é o LDF (Livre de Franquia)?
É um seguro complementar, desenhado pela FBN e garantido pela SURA, que reembolsa à vista, em até 7 dias, a franquia de colisão que você paga à seguradora, até o limite do plano contratado. Vale para pessoas físicas com apólice ativa em qualquer seguradora.
Quanto custa o LDF?
Os planos vão de R$ 41,90 por mês (reembolso de até R$ 4.000) a R$ 99,90 por mês (reembolso de até R$ 10.000). O plano Conforto, com reembolso de até R$ 6.000 por R$ 60,90 por mês, é o mais escolhido.
O LDF reembolsa o valor total do plano?
Não. O LDF reembolsa o valor da franquia efetivamente paga, até o limite do plano. Se a franquia foi de R$ 9.200 e o plano cobre até R$ 10.000, o reembolso é de R$ 9.200. Os acionamentos não são cumulativos, então a diferença não fica guardada para um próximo sinistro.
O LDF vale para carro elétrico?
O LDF é voltado a veículos de uso pessoal de pessoas físicas com seguro auto ativo em qualquer seguradora. Se o seu elétrico se encaixa nesse perfil e não é usado para aplicativo, a franquia de colisão da apólice pode ser reembolsada até o limite do plano.
O LDF substitui o seguro auto?
Não. O LDF complementa o seguro auto: o conserto continua sendo tratado pela sua seguradora, e o LDF devolve o valor da franquia de colisão paga. Por isso, você precisa ter um seguro auto ativo.
Vale a pena aumentar a franquia para pagar menos no seguro do elétrico?
Pode valer, desde que o desembolso no dia do sinistro esteja protegido. Combinar uma franquia ajustada com um plano LDF de limite compatível é uma forma de reduzir o prêmio sem comprometer o caixa. A FBN faz essa simulação com você.
Seguradoras aceitam carros chineses como BYD, GWM e Geely?
Sim. As principais seguradoras do mercado cotam modelos de marcas chinesas, mas preço, aceitação e condições mudam bastante de um modelo para outro. Comparar propostas com a ajuda de uma corretora é o caminho mais seguro.
Fontes consultadas (outubro de 2026): Band Motor / ABVE; A Gazeta; Webmotors / JATO Dynamics; Portal Tela; Garagem360; Despachante DOK; Vrum; Canaltech; CQCS / FenSeg; Livre de Franquia.


